Entrevista: Moacir Guarese, primeiro presidente do Centro Empresarial


 

Em dezembro, será lançado o livro “Onde a Terra Toca o Céu - Os primeiros 20 anos do Centro Empresarial de Flores da Cunha”. Na publicação toda a trajetória será contada com relatos marcantes de lideranças que foram fundamentais para que a entidade se tornasse referência na serra gaúcha. Nesse ritmo de resgate ao passado, faremos uma série de entrevistas com os ex-presidentes para conhecer um pouco mais de suas visões e particularidades. Começamos com o primeiro deles, Moacir Guarese, diretor da Resevila Móveis Planejados, que exerceu o cargo na entidade de 1990 a 1991.

 

CENTRO EMPRESARIAL: O Senhor foi o primeiro presidente do Centro Empresarial. Qual foi o principal desafio para liderar uma entidade que iniciava sua trajetória?

MOACIR GUARESE: O desafio foi vender uma nova ideia local, para que as empresas pudessem ser representadas através do Centro Empresarial e, consequentemente, das Câmaras Setoriais. Tivemos de persuadir os empresários para que se filiassem e contribuíssem para tornar a entidade forte,  e aí sim conseguimos trabalhar defendendo os interesses dos mesmos.

 

CE: Como o senhor avalia a Entidade hoje, passados 22 anos?

MG: O Centro Empresarial vive hoje sua fase adulta, ocupando seu espaço regional, atendendo a expectativa de seus associados, busca continuamente a capacitação das empresas associadas, bem como de seus colaboradores. Consolidado e com muitas conquistas acumuladas, inclusive seu patrimônio físico.

 

CE: Entre as ações feitas nestes 22 anos, qual considera a mais significativa?

MG: O aumento expressivo de seu quadro associativo e a regionalização de atuação, sendo ícone balizador em atuação e organização.

 

CE: Como deve ser o papel do líder numa organização?

MG: Um líder deve ser um mediador das propostas, dos conflitos e da organização, com visão futurista.

 

CE: O que é preciso para ser um empresário bem sucedido?

MG: Muito trabalho, honestidade, foco no negócio e acreditar nas pessoas.

 

CE: O senhor concorda com especialistas que dizem que inovação é a palavra chave do século para alcançar o sucesso?

MG: Inovar é necessário, no Brasil após a abertura de mercado realizada pelo governo Collor, as oportunidades se multiplicaram, tanto para vender, comprar ou produzir, mas também a concorrência aumentou e muito, pois passamos a ter concorrentes no outro lado do mundo, e para fazer frente a esta nova postura mercadológica, foi necessário sermos criativos, inovadores. Em seguida os blocos mercadológicos abriram suas portas e o mundo ficou globalizado, desta forma o mercado passou a exigir mais de todos nós.

Livro de cabeceira: Prosperando no Caos, de Tom Peters

Uma personalidade: Antônio Ermírio de Moraes

Melhor destino: O futuro, com conhecimento do passado.

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